Arquivos diarios: 24/06/2023

O VINHO (15)

A VIDEIRA CHENIN BLANC

A Chenin Blanc é unha variedade, na qual a mediana qualidade está xeralmente garantizada. Na rexión do Loira, pode dar vinhos brancos de guardar, nos que a acidez xuvenil evoluciona para unha madurés dunha suavidade complexa e voluptuosa. A Chenin Blanc é unha variedade muito versátil. A idade desempenha também um papel importante, poucos vinhos brancos albergam unha lonxevidade comparábel à destes vinhos melosos de Chenin, quando se consegue unha boa colheita. É unha videira recomendada para os vinhos de colheita tardía, e para a podredûme nobre (Botrytis Cinerea).

SITIOS ONDE SE PODE ENCONTRAR

baixo conteúdo alcohólico e o seu elevado nível de azúcar residual. Para Baudouin, um saudábel respeito polas vinhas velhas e polo terroir da propriedade, importam muito mais que as normas de denominaçón, que impulsarom a outros enólogos menos conscientes a elevar o nível de alcohol xuntando azúcar. Em 1997 elaborou-se um “Après Minuit” de sonho a partir da segunda colheita, com um potencial alcohólico de 28,4 gráus, que tardou aproximadamente um ano a fermentar. Com 373 g/l de azúcar residual, alberga unha riqueza excepcional e unha grande concentraçón de notas de cítricos e outras frutas e, como o seu nome suxére, tem que disfrutar-se num âmbiente de tranquila contemplaçón e camaradaria.

.

Em 1957 Jean Baumard comprou seis hectáreas em Quarts-de-Chaume. O nome é de orixem medieval. Quando os monxes da abadía de Ronceray, em Angers, alugabam vinhas na aldeia de Chaume, o pago era feito com a melhor quarta parte da colheita, que invariabelmente era a de Quarts-de-Chaume. A zona obtívo a sua própria subdenominaçón em 1954. Os vinhos tenhem unha pureza e unha estructura enormes, com um nervo inconfundíbel, sobre tudo nos melhores anos, como 1990. Nesta clássica colheita em Layon, o vrán foi seco e caloroso, e também fixo calor em Septembro e Outubro; os nevoeiros matutinos criárom as condiçóns ideais para botrytis, que afectou ao 80% da colheita. Em Baumard só se vendimam à mán as uvas Chenin Blanc excessivamente maduras ou com botrytis; logo som levadas rapidamente para a adega em caixas pouco profundas, para manter as uvas intactas e evitar a oxidaçón. Domaine Baumard utiliza unha prensa neumática desde 1966, e isto, xunto com a fermentaçón a temperatura controlada em tanques de inox, explica a frescura do vinho e a sua puríssima expresón da fruta e do terroir.

.

Quatro anos depois Coulée de Serrant funcionaba segundo os princípios biodinâmicos e assím continua. Os monxes cistercienses prantarom as sete hectáreas do vinhedo do Clos de la Coulée de Serrant em 1130. Pese a tratar-se de unha só finca situada em Savennières, posee a sua própria denominaçón. A colheita de 2002 é de côr ouro palhiço, com um aroma opulento e meloso. O seu aspecto e o seu aroma suxérem um vinho doce, e desde logo sabe botritizado, com boa lonxitude, mas na realidade é seco. Os vinhos podem permanecer frescos e desarrolham-se até unha semana depois de abertos. Clos de la Coulée de Serrant pode resultar magnífico, mas a viticultura de Joly peca de unha inconssistência notoria. Às vezes elabora vinhos somente correctos durante boas colheitas, ainda assim é capaz de destacar em anos medíocres.

LÉRIA CULTURAL

GRAMSCI (A FICÇÓN DE UNHA VONTADE XERAL)

A estabilidade política atinxe-se, portanto, quando unha classe social conquistou a hexemonia sobre o resto da sociedade. Isso implica que a populaçón apenas obedece, porque xulga estar a obedecer aos seus próprios interesses. Obedece, portanto de modo voluntário. Ao mesmo tempo, o aspecto ideolóxico da questón é crucial: a hexemonia exerce-se, fundamentalmente, apropriando-se daquilo a que costumamos chamar o “senso comum”. É lá, no senso comum da populaçón, que se produz a secreta mutaçón dos interesses particulares em interesses xerais da colectividade. É por isso que os marxistas repetiram tanto que a ideoloxia de unha sociedade é sempre a ideoloxia da classe dominante. Aquilo a que Althusser chamou “o maciço ideolóxico” resulta um conxunto de evidências que remetem unhas para as outras, nunha confusón de imaxens e representaçóns que é imprescindíbel para poder desenvolver-se na vida, embora ao mesmo tempo nos oculte a verdadeira realidade estructural na qual estamos a viver. A ideoloxia revela e oculta ao mesmo tempo. Permite-nos “reconhecermo-nos”, mas é um obstáculo para “conhecer”. Pois bem, Gramsci foi quem melhor nos fez ver a importância política de lutar a esse nível ideolóxico. É aí que se disputa aquilo a que poderíamos chamar “a ficçón de unha vontade xeral”. Falamos de “ficçón” porque, como estamos a ver, nada garante que a unha classe social lhe possa corresponder de “iure”, “de xustiça”, o papel de representar a sociedade no seu conxunto. Ora, o certo é que a classe social que conseguir fazer-se passar por tal terá a vantaxem de se fazer obedecer sem necessidade de recorrer à coerçón ou à violência. Assim, a luta política é, antes de mais, unha luta pola hexemonia, unha luta, portanto, por se instalar no sentido comum da populaçón de maneira a que os interesses próprios se fagam passar polos da vontade xeral.

CARLOS FERNÁNDEZ LIRIA