DAVID HUME (A ANÁLISE DA CAUSALIDADE)

A este propósito, é muito importante analisarmos a ideia de causalidade. Supomos comummente que há unha relaçón de conexón necesária entre as causas e os efeitos e que a causa possui algum poder, força ou enerxia que é responsábel polo efeito. Pois bem, pergunta-se Hume, o que observamos realmente nunha relaçón causal? O seu exemplo mais famoso é o do movimento de unha bola de bilhar que choca com outra que estaba em repouso, que, por sua vez, se começa a mover por causa do impacto. Como observador deste acontecimento, só posso descobrir duas cousas: 1º -A “prioridade” temporal da causa. 2º -A “contiguidade” no tempo e no espaço da causa e do efeito. Isto é, percebo que o movimento a que chamo “causa” é anterior ao movimento que denomino como “efeito”, percebo o contacto entre as bolas e que non hoube intervalo algum entre o choque e o movimento da segunda bola. Enquanto considerar um único exemplo de relaçón causal – como este do choque das bolas de bilhar – , non posso ir além destas duas circunstâncias. Mas se repetir o acontecimento com as mesmas bolas ou outras do mesmo xénero, em circunstâncias similares, observarei sempre que o movimento da segunda bola se segue ao da primeira. Em suma, descobrirei que há unha conxunçón constante entre as causas e os efeitos. Dito coloquialmente, que em circunstâncias idênticas ocorre sempre o mesmo. De acordo com isto – isto é, quando percebemos unha relaçón causal repetida -, Hume proporá a seguinte definiçón de causa: “Um obxecto precedente e contíguo a outro e onde todos os obxectos semelhantes ao primeiro están situados nunha relaçón parecida de precedência e contiguidade com os obxectos semelhantes ao último. Mas constatamos, entón, que non observamos qualquer poder no obxecto a que chamamos “causa” que provoque necessariamente o efeito em questón, non entendemos a “conexón necessária” entre as causas e os efeitos. Em conclusón, non vivemos num mundo onde a necessidade sexa entendida como unha propriedade das relaçóns entre os obxectos, onde possamos saber que as cousas têm certos poderes que, de maneira necessária, os levam a produzir determinados efeitos. É apenas a experiência que nos ensina a saber como se comportam as cousas. Antes de se tirar à água, unha criança non pode saber se fluctuará ou se irá ao fundo.

GERARDO LÓPEZ SASTRE

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