
O princípio segundo o qual efeitos semelhantes provam causas semelhantes e o princípio da proporcionalidade entre causas e efeitos, âmbos pressupostos polo argumento do desígnio, estabelecerom várias limitaçóns à natureza da Divindade: 1) unha vez que o universo non é infinito, é impossíbel, a partir dele, afirmar a infinidade dos atributos de Deus; 2) como é impossíbel determinar se o universo é perfeito, é impossíbel atribuir a perfeiçón à Divindade; 3) mesmo que o universo sexa perfeito, é duvidoso que se possa, com base nisso, atribuir ao artífice todas as perfeiçóns da obra, unha vez que o mundo pode ser a obra de muitos deuses, todos mais finitos e imperfeitos do que a sua própria obra; 4) se as divindades som semelhantes aos homes, entón é possíbel que se lhes assemelhem também em outras características físicas e tenham sexo, olhos, bocas, narizes, etc…; 5) por fim, dada a aparente imperfeiçón do mundo, todas as hipóteses imaxináveis para o explicar som possíbeis, desde unha divindade infantil a um deus senil, passando por unha divindade inferior e subalterna.
DAVID HUME (DIÁLOGOS SOBRE A RELIXIÓN NATURAL)