OS VINHOS TINTOS

Os vinhos tintos, podem ser elaborados para beber xovens ou para madurar durante décadas e ir melhorando pouco a pouco. Um vinho para madurar, non oferece grande prazer se o bebemos novo. Há que colocar cada um dentro do seu tempo. Por isso, o vinho sendo a droga oficial dos países mediterrâneos, nos quais é bebido abundantemente, também necessita um elevado gráu de cultura e refinamento para saber disfrutar dos seus prazeres escondidos. Podemos classificá-los em seis patamares: 1) Os “rosados”, disfrutam-se frescos, e distinguem-se sobre tudo, polo maior ou menor gráu de doçura: Oeil de Perdrix (Suíça), Redoma Douro (Portugal), Bardolino Chiaretto (Itália), Anjou (France). 2) “Lixeiros, afrutados, non envelhecidos” nestes pode usar-se as uvas das variedades, Garnacha, Gamay, Cabernet Franc e o nosso Espadeiro: Beaujolais (France), Barbera (Itália), Chinon (France), Dolcetto (Itália), Grignolino (Itália). 3) “Vinhos de Meio Corpo”, configuram a maior parte dos vinhos de boa qualidade e de qualidade média: Bairrada (Portugal), Bordeaux (France), Bourgogne (France), Chianti (Itália), Montepulciano d’Abruzzo (Itália), Rioja e Ribera del Duero (Espanha), Rosso Conero e Rosso Piceno (Itália), Valtellina (Itália), Vino da Tavola (Itália), Côtes-du-Rhône (France). 4) “Concentrados, Intensos”, os vinhos concentrados e intensos, som tânicos de aromas intensos, e a maioría deles envelhecem bem: Bourgogne Premier Cru e Grand Cru (France), Cabernet-Sauvignon (América), Cahors (France), Cornas, Côte-Rôtie, Crozes-Hermitage (France), Dao, Douro (Portugal), Madiran (France), Nebbiolo, Pomino (Itália), Ribera del Duero (Espanha), Barbaresco, Barolo (Itália), Rioja de pagos (Espanha), Châteauneuf-du-Pape (France), Cirò (Itália), Collioure (France), Priorato (Catalunha). 5) “Vinhos de Guarda”, grandes colheitas famosas, o seu sabor de novos, resulta muito diferente de quando están no seu tempo de consumo: Bordeaux Cru Classé (France), Bourgogne Premier cru e Grand Cru (France), Cabernet-Sauvignon (América), Graves (France), Pessac-Léognan (France), Priorato (Catalunha), Rioja Reserva e Gran Reserva (Espanha), Vino da tavola (do melhor), Hermitage (Rhône), Vino Nobile di Montepulciano (Toscana). 6) “vinhos especiais”, som intensos e xeralmente doces, feitos com uva “passita”, “Reciottos”, ou “liquorosos”: Sagrantino di Montefalco (Itália), Amarone della Valpolicella (Itália), Commandaria (Chipre), Mavrodaphne (Grécia), Vin Santo (Itália), Recioto della Valpolicella (Itália).
LÉRIA CULTURAL