
Mercaria vostede quatro pedras em ruina por 80 milhóns de pesetas só por têlas? A bom seguro que nón, por mais que diversos estamentos lhes oferecessem cartos, para que depois de mercadas puidéra arranxálas e convertílas, doutra volta, num Gran Hotel do Balneário? Vostede poderá non facelo, mas há xente que sim. Por exemplo, o senhor Xosé Castro, alcalde quase perpéctuo de Pontareas. Sábe-se que nunha visita do director xeral de actividades turísticas senhor Etxevarri (debe ser este o nome correcto, por mais que escrebo de memória), home do governo central, que vinha ver o que se podia fazer com o queimado estabelecimento, para recuperar a sua importância mundial. O senhor Castro andou ao quite (quite toureiro onde os haxa) e afirmou que o Concelho por el gobernado estaria disposto a pagar 75 milhóns de pesetas para recuperar a industria, sempre e quando o goberno central puxéra os cartos (dalgúm xeito) para restaurar o monumento, que está totalmente queimado. O senhor Etxevarri voltou para Madrid, no convencimento de pôr-se a trabalhar no assunto e aos poucos meses, muito poucos, xá non estaba no cargo (cousas da política). Mas, Castro tinha que seguir adiante com o proxecto. Estaba “empenhado”. E continuou, claro, mas vamos contar o que passou, que non som poucos os anos que demorou este assunto. A campana da igrexa a isso da unha da noite, mentras o povo todo disfrutaba dunha xantarada pagada polas àguas milagreiras, comezou com badaladas enérxicas, raibosas, rápidas a anunciar o que passaba. A essa hora, todo o mundo ficou surpreendido. ¿Que passa? Éra a pergunta. Daló, da banda debaixo, via-se sair um fumo mouro, presáxio de mal agoiro, foi o começo do fim da história. Todo o povo correu cara ao Gran Hotel, nenos, mulheres, homes, velhos, todos… todos com caldeiros na mán, que àgua sobraba. Aqueles minutos, forom suficiêntes para que algúns cairam na conta de que non habia nada que fazer: aquilo era a morte do Gran Hotel do Balneário. A escada, fermosa escada, única no mundo, fixo de tiro do lûme que começou polo faiado. De arriba para baixo, as madeiras nobres, castanho, carbalho, pinho-tea, iam sendo arrassadas; quadros dos melhores pintores, móveis antigos, artísticos, únicos; tapiçarias, cortinas, panos, prata, ouro… tudo quedou reducido a nada. No parque da entrada, todos os setecentos habitantes do Concelho, ou mais, ou menos. ¿Que mais dá? Gritabam, que habia que entrar e salvar algo que puidesse ser retirado do lûme antes que este chegara abaixo, à pranta da entrada. Alguns, entrarom, e salvarom algúm quadro (pensasse) e também um fermoso piano de cauda (o piano, supôm-se, que estará na casa dos donos, mas nunca mais se ouvíu falar dele). Caiam caldeiros d’agua, mas, para nada valiam. Os bombeiros de Pontareas, tardarom meia hora em chegar, estando a oito quilómetros de distância (pola estrada de Pías). Trinta minutos, que se houbéra unha bomba, que puidera sacar àgua do rio, o resultado sería bem diferênte. Botou três dias a arder, muxíca a muxíca no ar, até que só ficarom as pedras das paredes. Esqueleto, inmorredouro, do passado explêndor. Se o poeta americano falára de “explendor na herba”, em Mondariz habia “explendor na àgua”…
XOSE CURRAS (PUBLICADO NA PENEIRA ANO I – 1984)