ARENDT (CRÍTICA DA FACULDADE DO XUÍZO)

O pensar está relacionado com a acçón, ou é unha actividade que só se exerce nunha espécie de afastamento do mundo, no ideal de um filósofo isolado no seu pensamento e desvinculado do resto da humanidade? Quais som os efeitos políticos do pensar? E quais som as consequências da sua ausência no mundo em que vivemos? Muitas destas questóns tinham ficado no ar após as suas reflexóns sobre Eichmann e o mal, e o seu obxectivo era analisar se o que se designara por “a vida contemplativa” (própria do filósofo solitário) era também unha vida política, como parecia inferir tanto dos casos de Heidegger como de Sócrates, embora em sentido oposto. As perguntas passaram a ser como pensar e axuizar sobre o que está bem ou mal, sobre o xusto e o inxusto, até nas condiçóns mais adversas, por exemplo, através do isolamento dos indivíduos nas sociedades de massas ou sob o xugo opressor de um rexime totalitário. A questón da responsabilidade do indivíduo, do cidadán, para evitar o mal foi um dos temas importantes neste contexto. Pensar e axuizar non som, portanto, tarefa exclusiva dos filósofos, mas polo contrário, capacidades fundamentais da cidadania, unha cidadania que pensa, xulga e axe. Em contrapartida, a ausência de pensamento e de exercício do xuízo leva-nos a situaçóns de inibiçón moral perante o sofrimento alheio, e ao aparecimento do mal banal, sem motivos. As fontes das quais Arendt se alimentou nesse caminho foram, mais unha vez, a filosofia alemán, e mais concretamente a “Crítica da Faculdade do Xuízo”, de Kant, obra em que consideraba que podíamos encontrar unha explicaçón da capacidade de xulgar como faculdade política do cidadán, ou sexa, do indivíduo em sociedade que se desenvolve num mundo comum partilhado com outros. Arendt non acabou a terceira parte de “A Vida do Espírito”, dedicada à análise da faculdade do xuízo em Kant.

CRISTINA SÁNCHEZ

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