Arquivos diarios: 23/01/2021

¡¡QUE NADA SE SABE!! (42)

Entre o nascimento e a morte, quantos câmbios se producem? Inumerábeis! Nos viventes há contínua nutriçón, crescimento durante um certo tempo, permanência neste estado, e declíve; há xeraçón, diversidade de partos, transformaçón, mengua, aumento, aperfeiçoamento de costûmes, acçóns, obras diversas e muito a miúdo contrárias no mesmo indivíduo; em definitiva, non há quietude. E non resulta extranho que non se poida negar de todo (mas bem, talvéz sexa verdadeira) a opinión de algúns, segundo a qual non cabe afirmar de um home determinado que sexa el mesmo, antes e despois de haber transcurrido unha hora. Porque a identidade é tán indivissíbel que, se xuntas ou sacas um só ponto a qualquer cousa, xá non é de todo a mesma. Os accidentes pertencem ao conceito do indivíduo e, como mudam continuamente, resulta que também o indivíduo câmbia. Tú afirmas: sei que, mentras permaneza a mesma forma, o indivíduo seguirá sempre o mesmo (pois em virtude dela afirma-se de algo que é único) e que as menudências destes elementos non modificam a identidade. Mas eu afirmei que: à identidade non se lhe pode cambiar nada; de outro modo, non sería enteiramente a mesma cousa. Unha só forma determina unha só cousa. Tal vez a mesma forma informa sempre, mas non ao mesmo, pois no informado se dá um câmbio permanente, tal como sucede no meu corpo. Mas eu estou composto por ambos, principalmente pola alma e um pouco menos polo corpo; se muda qualquer deles, câmbio eu também, mas isto será tratado nuotra parte com maior amplitude e oportunidade.

FRANCISCO SÁNCHEZ