
Como para Plotino, ao contrário de Aristóteles (que tinha definido o ser humano como “o animal político”), a actividade política xá non era algo em que se pudesse realizar (pois essa acçón na “polis” tinha ficado impossibilitada e degradada pola corrupçón, pola violência e pola distância dos lugares onde se tomabam as decisóns importantes), non lhe restou melhor opçón do que refuxiar-se na contemplaçón (théoria), à qual atribuiu unha componente evasiva. Esta contemplaçón versaba sobre as realidades divinas e eternas, que desde o platonismo eram representadas non somente polos astros do céu, como polos seres intelixíveis: as “Formas” ou “Ideias”, que som captadas xá non por um acto que tenha lugar no espaço e no tempo, como ocorre na “práxis” (tocar um instrumento, dançar, interpretar um papel teatral, argumentar perante um tribunal…), mas, polo contrário, unha intuiçón instantânea, puramente intelectual que suprime o espaço e o tempo, afastando-se assim, de passaxem, do encadeamento de crimes, violência e miséria que aos olhos de Plotino tem lugar nesse funesto cenário. Começamos a aperceber-nos, portanto, de que para ele, a acçón (práxis) só pode ser unha “contemplaçón degradada ou empobrecida”
ANTONIO DOPAZO GALLEGO