Arquivos diarios: 26/07/2019

LITERATURA (JUAN VALERA),

Fai xá non poucos anos, o professor José Montesinos publicou um estudo titulado, com sumo acerto “Valera ou a ficçón libre”, o ilustre crítico e historiador da literatura acertou em plena diana. A obra de Don Juan Valera, supón o triunfo da imaxinaçón e da fantasia sobre o esqueto retrato do mundo quotidiano, que pregonabam muitos dos novelista do seu tempo, e na mesma linha, está a sua labor crítica e demais trabalhos teóricos, defende a liberdade do escritor e o seu poder de criar beleza, fuxindo do triste e do sórdido, do torpe e do deprimente. Nasceu em Cabra (Córdoba) em 1824, Valera pertenceu a unha família aristocrática, com mais distinçón que poder e também mais cultura que dinheiro. Adbogado e diplomático, Don Juan comeza a sua carreira na Legaçón Espanhola de Nápoles, ó lado do entón embaixador Duque de Rivas, passando logo por diversas representaçóns no estranxeiro: Lisboa, Rio de Xaneiro, Washington, Bruxelas, etc… Senador e académico da Espanhola, Valera é um dos espanhois mais cultos do seu tempo, tomando dos lugares por onde andou o melhor do seu ambiente intelectual e impregnando-se da sua beleza, do seu humanismo, das suas funduras filosóficas e da sua civilizaçón. O nosso autor publicou a sua primeira e melhor obra “Pepita Jiménez” cumpridos os cinquenta anos, e a sua labor criadora estará xá alternada com a publicaçón de libros e artigos sobre crítica literária até à sua morte em 1905, dedicando também a sua atençón às questóns históricas, filosóficas e políticas. De grande valor teórico som os seus trabalhos sobre o conto e a novela, e de grande actualidade resultan ainda muitos dos seus xuíços sobre Leopardi e Lord Byron, Cervantes ou Espronceda, Fernán Caballero ou Pío Baroja.

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