POLÉMICA ENTRE BARBEIROS E CIRURXIÓNS

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               Saltemos os séculos para situarnos no París medieval.  O rótulo e o pregón conservam-se como únicos suportes do que todavía non tinha o nome de “publicidade”, mas sim o de “anúncio”.  Incrustados na pedra, em chapa metálica recortada, em ferro forxado, e colgados dum poste, ou bem pintados sobre madeira ou sobre porcelana esmaltada e aplicados nas montras, os termos dos rótulos que adornabam as casas dos comerciantes e dos artesanos apresentábam unha variedade infinita.  O caldeiro de estanho e o candeeiro, as balanças e a escudilha, a cesta e o espelho, as parrilhas e o fol, a chave e o morteiro, as tisouras e a garlopa, o mazo e a machada, a copa e o barril, contabam-se entre os obxectos mais representativos nestes rótulos medievais,  Cada um deles designaba um  ramo  dos comércios particulares.  No século XV, non había menos de três mil em París;  tán só na rua de Saint-Denis se contabam quatrocentos…  Na sua “História da Publicidade”, Philippe Schuer recorda que os rótulos dos barbeiros “forom obxecto de prolongada polémica, xá que as ordenanzas de Carlos VI (1383) e de Carlos VII (1444) transmitiam ós barbeiros unha parte das atribuiçóns dos cirurxións:  três recipientes roxos (para as sangrías) anhadidas às bacías profissionáis.  Depois de numerosos processos decidiu-se que os cirurxións tinham direito a unhas bacías de cobre com très caixas (de ungüento) e os barbeiros a bacías de estanho com três recipientes para as sangrías.

pierre-albert lambert

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