GEORGE BERKELEY (UNHA VIDA INQUIETA)

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               George Berkeley nasceu a 12 de Março de 1685 na pequena cidade de Kilkenny, situada a pouco mais de cem quilómetros a sudoeste de Dublin e conhecida como a “cidade do mármore”, devido ao tipo de pedra usado em muitos dos edifícios.  Aluno precoce, depois de estudar na escola local entrou com 15 anos no Trinity College de Dublin, ainda de notório estilo escolástico, o que non impediu de, xuntamente com alguns colegas, formar em 1705 um grupo de estudo sobre as novas teorías filosóficas e científicas de Robert Boyle, Isaac Newton e John Locke.  Em 1709, Berkeley foi ordenado sacerdote e iniciou a sua actividade pública.  A Irlanda de entón estava submetida ao domínio da Inglaterra e atravessava graves problemas económicos, fruto das disputas políticas e relixiosas expressas no controlo que a minoría protestante exercía sobre a maioría católica.  Em 1712, visitou Inglaterra, e três anos despois, em París, conheceu Nicolas Malebranche, o discípulo de Descartes, fundador do “ocasionalismo metafísico” que tanto o tinha inspirado.  Após unha longa viaxem por Itália, regressou a Londres em 1720, em plena crise económica.  Em 1721, doutorou-se em teoloxía e passou a exercer a docência no Trinity College de Dublin, onde ministrará filosofía, teoloxía, grego e hebreu antes de ser nomeado deán da catedral de Derry.  Entretanto, concebeu o proxecto de instruir indíxenas e colonos na América, através de unha universidade que pretendia fundar nas ilhas Bermudas, lugar onde xulgaba que sería muito mais simples a evanxelizaçón com xentes aínda non contaxiadas pelos vícios europeus, como o da avareza.  Sonhava educar em conxunto “nas ilhas do vrán” os filhos dos índios aboríxens e dos fazendeiros.  Em 1728, casou-se com Anne Forster, filha do presidente do Parlamento irlandês, e um ano mais tarde desembarcou em Newport (Rhode Island) com o intuito de obter axuda económica para o proxecto e poder empreender a viaxem rumo ás ilhas Bermudas.  Enquanto aguardava pela axuda económica, que nunca chegou, adquiriu unha quinta e comprou escravos, os quais tornou obxecto do seu afán catequista.  Regressou a Londres em 1732 e, à Irlanda dous anos depois, ao ser nomeado bispo de Cloyne.  Alí se dedicou a investigar as virtudes medicinais da água de alquitrán, a fím de aliviar o sofrimento dos habitantes da Irlanda, arrasados polas epidemías e pela fame que assolaram a povoaçón em 1740 e 1741.  Berkeley foi um bispo proximo do seu povo, que se vestia com roupa confeccionada polas mulheres com matéria-prima local.  Com “roupas malas e piores perucas”, segundo a descripçón de algúns dos seus conhecidos, Berkeley apreciava as conversas com os amigos.  Em 1751, a morte do seu filho primoxénito e a de Thomas Prior, o seu grande amigo de infância, afundaram-no nunha profunda tristeza, somente compensada um ano depois com a entrada na Universidade de Oxford do seu segundo filho, George.  O nosso pensador instalou-se perto do espaço académico universitário de Oxford para poder acompanhar o filho e prosseguir com as suas investigaçóns, mas morreu pouco depois, a 14 de Xaneiro de 1753, víctima de um ataque cerebral.

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