O EXISTENCIALISMO, FILOSOFÍA DE MODA
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Em 1945, com a Libertaçón, París e toda a França vivem unha recuperaçón difícil. A vingança contra os colaboracionistas parece inevitável: repetem-se desde as execuçóns sumárias até ao rapar do cabelo público das mulheres que, durante a Ocupaçón se deixaram seduzir pela “elegância dos uniformes alemáns”. Mas, pouco depois, a ressurreiçón cultural será esplendorosa. París voltará a exercer novamente a sua capacidade de fascínio, desta vez sobre os norte-americanos. Basta recordar um filme: “Um Americano em París”, o musical dirixido por Vincent Minnelli em 1951 a partir da peça homónima de George Gershwin. Alí, o cenário da acçón integra um mostrário diversificado da nova bohémia cultural que frequentava os bares e cafés da marxem esquerda do Sena, a Rive Gauche. Reconhecem-se tanto pela sua forma de vestir e arranxar-se, como pelo modo como se movem ou a música que ouvem, mas, sobretudo, por unha verdadeira nova “filosofía da vida” que paira no ar, Em apenas quatro ou cinco anos, París transformou-se de novo num poderosíssimo ícone, mas que non têm xá nada a ver com o que habitaba o imaxinário dos nazis. A essa nova “filosofía da vida”, foi dada rapidamente a denominaçón de “existencialismo”, e Jean-Paul Sartre, embora tenha aceitado reluctantemente o nome, passou a ser considerado o seu chefe de fila. Na conferência “O Existencialismo é um humanismo” que Sartre proferiu a 29 de Outubro de 1945, unha segunda feira, na “Salle des Centraux de París, afirmou o seguinte: “A maioria das pessoas que usam esta palavra sentir-se-iam muito desconfortáveis para a xustificar, porque hoxe em día tornou-se unha moda, non há dificuldade em declarar que um músico ou um pintor é existencialista. Um escritor da (revista) Clartés assina “O Existencialista”; e, no fundo, a palabra ganhou hoxe tal âmplitude e tal extensón que xá nón significa absoluctamente nada. Parece que, na ausência de unha douctrina de vanguarda análoga ao surrealismo, as pessoas ávidas de escândalo e movimento se encaminham para esta filosofía, que, aliás, non lhes pode trazer nada neste domínio; na realidade é a douctrina menos escandalosa, a mais austera; está estrictamente destinada aos técnicos e aos filósofos”.
miguel morey
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