.
No início de 1879, os problemas de saúde de Nietzsche non lhe permitem cumprir as suas obrigaçóns docentes. Em Xunho, a doença obriga-o a renunciar ao seu cargo na Universidade de Basileia, que lhe concede unha reforma antecipada. A partir desse momento, e durante os dez anos seguintes, Nietzsche levará unha vida errante entre a Alemanha, a Suíza, a França e a Itália. Aloxado em pequenos quartos de albergues e pensóns, passará os seus dias dedicado a caminhar, pensar e escrever, tentando suportar a doença e unha solidón cada vez mais terrível. Nietzsche passa em Saint Moritz o seu primeiro verán como reformado e o inverno seguinte com a sua família em Naumburg. As enxaquecas, os vómitos, os enxoos e as dores nos olhos están a ponto de acabar com ele. Apesar désta situaçón, escreve “O Viaxante e a Sua Sombra”, unha segunda parte de “Humano”. Em busca de um lugar conveniente para a sua delicada saúde, o ano de 1880 é passado de um lado para o outro: depois de unha temporada com o seu axudante Köselitz, em Veneza, viaxará para Marienbad, Locarno, Recoaro, Stresa, etc… Em Novembro, estabelece-se em Xénova. Numas frías águas-furtadas da cidade, e em completo isolamento, termina o seu libro “Aurora”, também de estilo aforístico. O subtítulo da nova obra, “Reflexóns sobre os Preconceitos Morais” dá-nos algunhas pistas sobre o seu propósito: substituir o conxunto de preconceitos herdados que formam a nossa moral pelos xuízos de um pensamento autónomo. Nasce, assím, o Nietzsche “imoralista”.
toni llácer
Publicado en Uncategorized