EM NOME DE GUILLADE (AS FONTES COMUNS)

                    AS FONTES COMUNS

                  Eu, que sempre andei, por prádos, ríos e montes. Afinál, o que quería era, beber áuga de todas as fontes.  Áugas que correm, son vidas que passam.  Pelos ríos de Heráclito ván. os mesmos, e nunca iguais.  Lía e Deva, cristalínas, cantarínas, conxuntas, unidas por um fío infíndo de áuga:

Ribeiras sombrías
nao há nesta terra;
nao há fontes frías
que baixem da serra:
pois quem vos desterra
espera também.
Despertai, minha alma;
nao durmais, meu bem.

(Luís de Camoes)

 

a irmandade circular

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