GIANNI VATTIMO (ONTOLOXÍA HERMENÊUTICA DEBOLE)

.

               Escrevo este livro no verán de 2015, Gianni Vattimo fará 80 anos em 2016, em Xaneiro, e eu farei 60 em Febreiro.  Há mais de trinta anos que estudo a filosofía de Vattimo, embora tenha começado a lê-lo muito antes (a ele e a Heidegger, non tanto a Nietzsche e a Gadamer; isso veio depois).  Ás vezes o excesso de proximidade pode tornar-se unha dificuldade que tentarei solucionar sem dúvida a favor dos leitores, recuperando a máxima distância crítica entre a sua elaboraçón da ontoloxía hermenêutica “debole” e a minha, apesar de eu ser discípula de Vattimo e ter escrito muito sobre o seu pensamento (e sobre o meu, obviamente).  Estas questóns de datas e idades non deixam de ter importância para a hermenêutica, sempre particularmente atenta á historicidade do ser e do “Da-sein” (ser-aí) inseparáveis. O arco da produçón de Vattimo, até ao momento, estende-se ao longo de três períodos de mais ou menos duas décadas cada um (embora non se trate de um esquema ríxido, mas sim orientador).  A primeira vintena abranxe os anos 1960 do século XX, em que o filósofo elabora e transmite o legado dos seis “mestres pensadores”: principalmente Luigi Pareyson e Hans-Georg Gadamer ( de quem é discípulo pessoal), e de Friedrich Nietzsche e Martin Heidegger (de quem se torna seguidor).  Os livros e as datas correspondentes encontram-se na cronoloxía que incluímos no final deste volume.  Trata-se, em xeral, das esplêndidas monografias que Vattimo dedica aos filósofos mencionados, como “Essere”, “Storia e Linguaggio in Heidegger”; “Ipotesi su Nietzsche”; “Schleiermacher, Filósofo dell’interpretazione”; “Introduzón a Heidegger”; “Il Soggeto e la Maschera”; “I Problemi dell’estetica” (com Luigi Pareyson); “Estetica ed Ermeneutica in H. G. Gadamer”; “Poesia e Ontologia” (dedicado á estéctica de Heidegger e Gadamer), etc…  Neste primeiro período, destaca-se o seu interesse pela estéctica e pela produçón-percepçón artística, posta em relaçón com a experiência da verdade do ser na arte e em especial com a poesia criadora (unha verdadeira experiência estéctica que transforma quem a faz).  

teresa oñate e brais g. arribas

Deixar un comentario