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Tal como em Schopenhauer, Nietzsche encontra em Wagner o modelo de um pensador livre e rebelde, a encarnaçón da independência e da grandeza de espírito. O músico personifica, além disso, o paradigma de artista, um autêntico “xénio” capaz de elevar-se acima da mediocridade e transformar de raíz a sociedade do seu tempo. Durante os seus primeiros passos como pensador, Nietzsche está convencido do poder revolucionário da arte. Por essa razón, Wagner non lhe parece unicamente um artista excepcional, mas sobretudo o grande depositário das esperanças de superaçón da decadência cultural e política da Europa. É compreensível que, com os referentes de Schopenhauer e Wagner em mente, Nietzsche non se encontre à vontade no ríxido ambiente da filoloxía universitária, mesmo sendo esse um âmbito em que ele se movia perfeitamente bem. Enquanto se relaciona com os mais reputados especialistas, sente que a filoloxía oficial é unha actividade baseada na pura erudiçón e afastada dos verdadeiros problemas da vida. Nietzsche compara a especializaçón universitária com a divisón do trabalho nas fábricas: os filólogos, como os operários, passam o día concentrados nunha absurda e pequena tarefa. (Nietzsche, ao contrário do seu contemporâneo Marx, non se preocupa com a pobreza material dos trabalhadores industriais, mas com a pobreza espiritual dos trabalhadores intelectuais.) No final de 1868, Nietzsche está a terminar a sua etapa em Leipzig. Unha vez descartada a teoloxía, angustia-o non saber como vai conseguir conciliar o ofício de filólogo com o seu duplo amor pela música e pela filosofía. Mas um acontecimento inesperado precipita todos os seus planos: a cátedra de Língua e Literatura gregas da universidade suíça de Basileia fica vaga e Nietzsche, cuxo brilhante currículo non passa despercebido, aparece como principal candidato. A isso sumam-se as dilixèncias do poderoso catedráctico Ritschl, que redixe unha imponente carta de recomendaçón a favor do seu protexido.
toni llácer
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