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Por este motivo, em câmbio, a verdadeira ciência, se é que existe algunha, sería libre e fruto de unha mente libre, e, se ela por sí só non percebe-se a realidade mesma, tampouco a percebería forzada por demonstraçón algunha. Pois as demonstraçóns obrigan os ignorantes, a quem basta a mera crença. ¿Porqué, pois, fás neciamente acópio por um lado, e por outro de tantas proposiçóns de Aristóteles, com as que acabas construindo um siloxismo bárbaro sem que entendas unha só delas? Eu daria-che um conselho melhor: abandona a Filosofía, pois és totalmente inépto para ela; mas talvez foras um excelente arquitecto, ou zapateiro ou, se queres, um remendón. Estes componhem com madeiras, pedras, tecidos e couros unha figura, mas non bárbara, como tú fás, senon bem disposta, sem perguntar-se que sexa a madeira, a pedra, o tecido ou o couro, senon como farias com tudo isso unha casa, um traxe ou uns zapatos para o César; da mesma maneira tú, usando de cesárea potestade, construies um labirinto no qual te atrapas non só a tí mesmo senón também ós infelices como tú, a quem falta o fío da razón, sendo así, que tú sabes nada, pese a que proclamas ensinar os outros, nem o sei eu, ainda que intento persuadir-te disso. Por conseguinte, como ignoras isto, tampouco poderás captar-me; e eu, que tudo ignoro, tampouco poderei demonstra-che nada. Logo non sabemos nada, e isto é o que levo afirmando.
francisco sánchez
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