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No meio destas “viraxens”, resistências e vastos problemas, assinalados apenas de forma esquemática, esboçam-se, claro está, vectores distintivos: o “pós-estruturalismo” depois de Lévi-Strauss, depois de Freud e de Lacan, depois de Marx, herda de todos eles, mas recolhendo a instância da linguaxem de modo a fluidificá-la para o sentido e as suas potências; a instância do desexo de carência para a levar á superabundância (Bataille, Deleuze, por exemplo) de um inconsciente libertado do suxeito; a instância da crítica do capitalismo para traduzir Marx sem positivismo, etc. Tudo isso non impede que tais instâncias configurem unha tendência topolóxica (arqueoloxías, estratigrafías, arquivística em Foucault) especialmente atenta ao Ser do Espaço. Entretanto, os mesmos componentes, mas concentrados na crítica pormenorizada da história do pensamento (e, em especial, do racionalismo da Metafísica – Ciência – Técnica) no Occidente, contribuem para um profundo interese pelo “Ser do Tempo” e também pela Filosofía da História (que, como xá non pode ser unha teodiceia de salvaçón secularizada, deve abrir-se a outras formas de historicidade menos violentas com a Diferença). “O desconstrutivismo xunta-se também á centralidade que alcança o Ser da Linguaxem nas três correntes, concentrando-se nas prácticas de alteraçón da escrita. O auge do “pós-estructuralismo em França e nos Estados Unidos estremece com o auge da hermenêutica na Alemanha e em Itália. No entanto, em Espanha e na América Latina existe unha especial sensibilidade para os dois movimentos e para a percepçón dos seus nexos criativos, que nos fazem saltar para a filosofía de outro espaço-tempo da linguaxem histórica do ser, que em nada se assemelha ao arbitrário despótico nem da modernidade, nem da pré-modernidade. A filosofía da pós-modernidade destaca-se, assim, por non xulgar nem desprezar: prefere non apontar culpados e resolver as cousas de maneiras mais complexos (mas eficazes), onde a força que instrumentaliza a razón non se possa impor, mas a potência possibilitante da alteridade e das diferenças ligadas (pela diferença) com relaçóns exteriores aos termos e non monopolizáveis nem pelas partes nem pelos todos, que pertencem aos mundos elementares (insuficientemente qualitativos) da mera extensón, a própria dos obxectos e suxeitos de consumo. Em todos os campos pon em xogo e em obra o “pensamento da Diferença”, a crítica operativa de toda a violência impositiva e a performatividade dos plurais mundos possíveis de sentido que estan aquí, no complexo plano de imanência de unha finitude radical comunitária, aberta á percepçón da ausência e á sensibilidade pelo efémero; tanto como aberto á estranheza do diferente e ás combinatórias non dictómicas dos corpos-mentes cibernéticos e tecnolóxicos que xá son (e non son) os nossos. A “net” e as novas tecnoloxías (as tecnoloxías e as nanoneuroloxías microlóxicas) non deixam indiferentes os pensadores pós-modernos que fazem da Estéctica- Política um laboratório de ideias a favor de unha ilimitada criatividade quotidiana, pois están conscientes da necessidade ecolóxica que esixe, de forma prioritária e urxente, erradicar a pobreza e a exploraçón e o abandono dos oprimidos “diferentes” (que somos todos e cada um de nós, ainda que antes estexam os mais fráxeis e silenciados, os “invisíveis”, desprovistos de representaçón e cuxa existência, num mundo de violência crescente, depende em grande medida da sua vida em comunidade).
teresa oñate e brais g. arribas
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