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ROB ROI (O RATINHO)
Em terra segura. Alá nos “High Landers” do “Clan” de Guilhade. Dormia todo espatarrado sobre um monte de palha, d’algum coberto incógnito, Roi o ratinho. As chúvias da aldeia perdida na primavera, repingavan nas telhas de barro e corrian polos caneiros abaixo, até mergulharem no barril velho da esquina. Alí docemente aconchegado, quentinho, ó abrigo dunha nái verdexante e farturenta. A sua imaxinacion ingrávida voava, sobre os telhados e barreiras de arame ferruxento dos quintais. O seu sonho levita com a lixeireza da liberdade, na busca dum sol roxinho e morno que se estende cara ó sul, percorrendo um horizonte inflamado de ideias. Seu sonho á procura, do ideal do mundo, onde todos os animais foram vexetarianos, e non precisaran matar para comer. Todos irmandados, pelo calor do sul, onde as cousas son mais verdadeiras e ledas, e a xenerosa nái, Natureza, desparrama gratuitamente os seus encantos. Sonhando, abandonado dos medos da vida, o nosso ratinho, quedou-se num leve roncar, e nunha respiracion largamente pausada… !chui!
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antónio argibay sebastián
