Arquivos diarios: 24/03/2017

PARA ELA, EN LISBOA

.

                  PARA ELA, EN LISBOA

 

Ela é leda e mariñeira

moi alba e ben asombrada:

que muda a xerfa mareira

en ás de seda soñada.

 

Ela é lizgaira e alfareira

moi branca e ben entendida:

que troca a arxila da eira

en luz de cousa florida.

 

É unha alma marela e malva:

que leu a Pessoa en Lisboa

e o “Fra Vernero” en Trasalba.

A Febo e a Baco entoa.

 

FRANCISCO XOSÉ CANDEIRA

 

CONTO INFANTIL

.

                   ROB ROI (O RATINHO)

               Em terra segura. Alá nos “High Landers” do “Clan” de Guilhade.  Dormia todo espatarrado sobre um monte de palha, d’algum coberto incógnito,  Roi o ratinho.  As chúvias da aldeia perdida na primavera, repingavan nas telhas de barro e corrian polos caneiros abaixo, até mergulharem no barril velho da esquina.  Alí docemente aconchegado, quentinho, ó abrigo dunha nái verdexante e farturenta.  A sua imaxinacion ingrávida voava, sobre os telhados e barreiras de arame ferruxento dos quintais.  O seu sonho levita com a lixeireza da liberdade, na busca dum sol roxinho e morno que se estende cara ó sul, percorrendo um horizonte inflamado de ideias.  Seu sonho á procura, do ideal do mundo, onde todos os animais foram vexetarianos, e non precisaran matar para comer.  Todos irmandados, pelo calor do sul, onde as cousas son mais verdadeiras e ledas, e a xenerosa nái, Natureza, desparrama gratuitamente os seus encantos.  Sonhando, abandonado dos medos da vida, o nosso ratinho, quedou-se num leve roncar, e nunha respiracion largamente pausada…      !chui!

.

antónio argibay sebastián