Este era unha relíquia dos tempos antigos, quando Portugal era um país rico e obstentoso, antes de cair nas mans do imperialismo occidental. Tesouro ó bom gosto Portugues, perfeitamente criado com esmero, com mimo, um luxo importante, cheio de ternura e beleza.
Un elefante prodixioso, merecedor da medalha ó mérito no trabalho, incansavelmente tocaba a sineta de sol a sol, para a troco dunha moeda comer um molho de cenouras, mantendose desta maneira a el e a dous ou tres homes mais.
O chimpanzé espectáculo, tinha sempre diante del um monton de idiotas, parentes lonxanos seus, que se rian coma parvos, incapaces de comprender a traxédia em que se debatia o soberbo animal. Fuxian espavoridos, quando este em fúria demente os bombardeaba com os seus proprios excrementos.
A estufa das cobras venenosas, lugar sagrado e único, em que elas dormitaban, como se pobres ancians num doloroso asilo estiveran, esperando a dura morte, apartados de todos os seres mais queridos.
Pasados muitos anos voltei a visitalo, xa em época neo-liberal, e chocoume o abandono em que tudo se encontrava, cheiravase claramente que quem mandaba ali agora era o dinheiro, confirmando a famosa teoria de Cornwal, quem afirmaba categoricamente que, quando a economia marcha bem, tudo o demais marcha mal.
Avestruces amontoadas pavorosamente em raquítico recinto, augurando que acabarian possivelmente os seus tristes dias na mesa dalgum restaurante da cidade.
Eira Comunal