UM CAMPO D’ESTELAS

Compostela subiu á cabeza da Cristandade Peninsular, quando a parte norte, xá liberada do dominio sarraceno, sentiu a nesessidade de instaurar unha nova sede apostólica independente de Toledo, que era a sede primada das Hispanias e permanecia em territorio baixo control rival.
Axudada pelos imperadores Europeios, colheu a puxanza requerida para liberarse da tutela Toledana, e assumir a primacía eclesiástica. Como todo combate pelo poder, esta epopeia tivo os seus propagandistas, os polemistas que se envolveron nunha disputa á morte, eles  foron por um lado Elipando, e polo outro representando os territorios liberados Beato da Liebana e Hetério, os quais impugnaron as doutrinas de Elipando como herécticas.
“Grande é a fraqueza do entendimento humano, e muito exposto está a caídas, o que mais seguro e emcumbrado se xulgaba. Tal aconteceu ó nosso Elipando, que com haberse mostrado adversário valente da ímpiedade, caíu no erro “adopcionista”, defendido por Félix, obispo de Urgel e chamada herexía Feliciana.” Que consistia,em que o Salvador, em quanto homen, era filho adoptivo e nominal de Deus.
A sede Apostólica de Toledo, entrou em fero combate, para intentar dominar este cisma, e conservar os seus previléxios, e o mando sobre toda a Igrexa Hispana. Á sua frente figurava Elipando, “Era a sazón metropolitano de Toledo, o famoso Elipando, nascido de estirpe Goda em vinticinco de Julho do ano 717, o qual inflamado pelo celo da fé, contestou os libros dos herexes, em largas cartas, nas quais, non escaseian por certo as invéctivas nem os sarcásmos”, e que nos dan tamen unha ídeia da delicadeza ética, e do talante destes príncipes da Igrexa.
“Vimos e nos burlamos da tua factua e ridícula loucura. Antes que chegara a nós o fétidissimo cheiro das tuas palabras… O teu desvario non deve ser curado com vinho e aceite, senon com o ferro”. Esta polémica conhecida como o “Adopcionismo”, aprofundou o velho cisma entre duas nacions Ibéricas, que xa se vinhan enfrentando através da história.
Perto das terras de Padron, xunto das tumbas de Prísciliano e dos santos mártires. Resurxia de novo a lenda deste santo baron, e a sua importancia capital na vida política das nossas xentes, a nova meca da cristandade buscava terras Galaicas, para medrar sobre um prestíxio arcaico.
Iria Flávia, que parece ser acomulava túmulos e relíquias múltiples, entre elas parece que algunhas vindas de Brácara Augusta, que por seguridade foran retiradas da capital do Sul da Galiza, ante a ameaza do avance Mouro. Segundo afirma Gibbon, podian encontrarse entre elas as relíquias de Santa Eulália de Mérida, que foran saqueadas pelos Suevos e traídas para Brácara.
Num “Campo d’Estelas”, ou sexa sobre um cemíterio antergo, levantouse a nova sede, que confirmava a victória da Cristandade sobre os negros Mouros do deserto. Logo se transformou num santuário de peregrinacions, pela que circulaban todas as Europas solidárias com a guerra ó infiel, participando nunha nova cruzada, multidons de beatos percorreron o caminho nunha autentica penitência, tanto para eles, como para nós que temos que os aturar.
Esta é, mais ou menos a história do orixe de Compostela, tudo o demais foi novela falsíficada, para consumo de xentes demasiado crédulas.

Léria Cultural

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