Arquivos diarios: 11/02/2012

FOMENTO DA LITERATURA GALAICO-PORTUGUESA

Após a decadencia e posterior ruiña do Imperio Romano, houvo unha intensa rebelion, unha vontade indómita de igualdade e irmandade, da qual xúrdiu a sociedade igualitária que comunalizou as terras, repartiu a riqueza de maneira austéra, e sobre todas as cousas foi capaz de trabalhar para o bem comun.
Talves apoderandose de antigas formas de vida, desarticuladas pelo Império, buscando borrar as guerras e as lexions de escravos, esmagando os burdos soldados de Leviatan
Desta nova civilizacion, floreceu unha verdadeira cultura popular, non vanal, non rastreira, senon tudo o contrário, foi a idade d’ouro do nosso país. Estudada hoxe em todo o mundo, a Lírica Medieval Galaico-Portuguesa, é um tesouro que pertence a todas as nossas xentes anónimas, que souberon forxar a alma sentimental desta maravilhosa Fala.

Léria Cultural

(textos pendentes de copiar revista Via Alteria nº 14)

O GRANDE E FUNDAMENTAL MAL DA CIDADE

O largo do texto foise pondo de manifesto as gráves íncompatibilidades entre a existencia das cidades e a recuperacion do meio âmbiente, assim como a formacion dunha agricultura emancipada dos agrotóxicos e do uso abusivo das máquinas, com a preservacion da fertilidade da terra. Em bastantes ocasions mostrouse em concreto como a cidade,  com a sua mera existencia, fai impossivel que os progulemas axiais da natureza e dos cultivos hoxe encontrem unha solucion razoabel, de tal maneira que ou se pon fim á cidade, ou a continuidade desta fará crítica e probabelmente irreverssiveis as crísis medio-âmbientais em desarrolho que padecemos.
Non é este o ponto de vista do ecoloxismo, que preconiza a criacion de “cidades sustentáveis”, no que é unha mesquinha e perversa operacion de lavado de cara daquelas, dotando de lexítimidade a sua existencia, mas sem mostrar consideracion para o futuro dos bosques, a terra e os factores hidroclimáticos. Entre as muitas formulas vacias acunhadas por um urbanismo que se refúxia no angelismo e na verbosidade para non assumir as responsabilidades do ecocídio resultante do existir das megalópolis, destaca a das cidades-xardin, que se por um lado reduce, nos feitos, ó ampliar algo os ruins espaços verdes das urbes, por outro, ó melhorar e fortalecer éstas, realiza unha contribuicion de importancia para convertir as áreas rurais em semi-desertos.
Aquilo que constituie a cidade na sua essencia, a sua fúncion de “capital”, isto é, como grande área edificada de concentracion dos quadros de mando, manípulacion das mentes, supervision, coercion e represion do estado. Hall, em ves das retóricas sandeces em que se ocupa, podria ter descrito os diversos ministérios proprios da cidade cabeza do estado, que em Madrid som hoxe nada menos que dezasete, com o ministério de defesa ocupando o lugar principal, o que indica que a essencia do estado é a instituicion militar, como expon Otto Hintze, cada um com as suas muitas seccions, secretarías xerais, direccions xerais e outras, até formar unha agobiante trama de aparatos de poder e forza xustapostos que extraen as materias primas, alimentos, enerxia e man de obra imprescindiveis de áreas rurais cada ves mais alonxadas.
O urbanismo mais ou menos esquerdista reducese a um desolado receitário de promesas mendaces sobre o que faran polo bem estar dos habitantes das urbes os partidos da esquerda desde os concelhos, donde resulta o aperfeiçoamento constante das funcions liberticidas, dominadoras e de devastacion medio-âmbiental da cidade. Desde um enfoque diferente, pondo o énfasís no “totalitarismo da cidade”, expresion mais axustada á realidade, o asunto tratase em “Con la comida no se juega” D. Lopez e J. A. Lopez. Ensina bastante sobre as características do nosso tempo, em que o novo tipo de urbe, a cidade difusa, sexa ainda mais desastroso em todos os sentidos que a velha cidade compacta, dado que consume mais espaço, mais enerxia, mais agua e mais materiais, á ves que reforza o servilismo e a dócilidade, a insocíabilidade e o solipsismo, as pulsions Fedonistas, destructivas e autodestructivas, e, sobre tudo, a deshumanizacion do suxeito-médio.
No fim de contas, podese dicer que a cidade hoxe, como grande mito do progressismo e o radicalismo burgues; como paradigma dunha modernidade cada dia mais refutada pelos seus proprios logros, e como ilúsion, promesa e esperanza de unha vida melhor, está acabada salvo para a patéctica inmigracion do terceiro mundo ós países opulentos, cuxo único propósito é integrarse na sociedade de consumo, de maneira que a realidade terminou por dar a razon a Antonio de Guevara, no seu magnífico “Menosprecio de corte e alabanza de aldeia”, publicado em mil quinhentos trinta e nove.

Félix Rodrigo Mora

PARKINGSON

Ao basto arsenal de Adolfo Fernandez, pertence esta crua obra, que como toda vida humana tivo a seu tráxico final.
¿ Para que te meteches pequeno empresário Adolfo ?, foi para condenacion da tua alma. Tu es merecedor dum destino melhor, a diosa Fortuna, non andou xenerosa no seu reparto.
¿ Quantas humillacions terá que sofrer um home, antes de morrer sem mais ?
Pois a tua tia, coitada, xa non logrou passar a “Inspeccion Tecnica”, polo que foi raudo encaminhada para os desguaces do “Meixoeiro”, sem esperanza de retorno ó mundo dos vivos.
? Pero que hace esta senhora com medicacion de “Parkingson”,  si esta mujer no tiene Parkingson ?
¡¡ Alabado sea dios, mais vale tarde que nunca !!, por fim chegamos a um diagnóstico correcto.
Pois segundo parece, unha médica de cabeceira, receitoulhe unhas pastilhas para a ante citada doença á senhora Tia, e apartir daquela desgraçada data e das malditas pílulas, ela íniciou  um duradeiro tremeliqueo.
Adquiriu sem sabelo unha nova enfermidade, confirmando com os efeitos da cura a veracidade do mal, as doses foron aumentando e os efeitos secundários tamen, no sentido directamente  proporcional das massas do remédio. Confundindo, baralhando, a sagrada lei da causa-efeito, supomos que a senhora Tia non tinha a relapsa e dolorosa intencion de burlarse do prestíxio médico, mas é que ás veces tamen non pomos nada da nossa parte salvaguardar a infalíbilidade da ciencia.

Léria Cultural

QUE SOLINHA QUEDACHE, MARIA SOLINHA

QUE SOLINHA QUEDACHE, MARIA SOLINHA

Contráriamente ó que vulgarmente se pensa, o tristíssimo martírio de Maria Solinha, non foi cousa de curas, ainda que estes tamen tiveron parte no assunto, nim de túrbios negócios da cobiza, senon que a orixen da traxédia foi militar.
Aqueles que non tiveron repáros em desatar, toda a sua máquina de morte contra unha pobre mulher, que cegamente os enfrentou, levada pola fame de Xustiza, sem ter em conta os enemigos com que lidava, nem a abismal desproporcion de forzas entre âmbos.
Toda esta burda calamidade começou com unha batalha naval, durante a qual determinado xeneral, pasou olímpicamente de socorrer os náufragos, provocando unha catastrófica mortandade entre os marinheiros do lugar, que tamen participaran no confronto. A povoacion ficou doída com esta canalhada, e aumentou o mau estar xeral, sobre tudo entre as viúvas e os familiares dos mortos, que reclamaban xustiza. A revolta foi fermentando contra as autoridades, as xentes femeninas reunianse ás tardinhas na praia, acendian fogueiras, rezavan, choraban, gritaban, dando testemunho do descontento popular.
Parece ser que unha tal Maria da Solinha, foi identificada como cabecilha que aglutinava a revolta em torno seu, destacandose como cabeza de prestixio. Sobre a sua pessoa cairon os cans de presa, movendo toda a infâmia, e toda a violencia brutal sobre unha mulher indefesa, púnindoa salvaxemente, tocoulhe a ela purgar o pecado de todos nós, a insubmission.
As mulheres desta terra, levaron muitas veces o peso da guerra e do trabalho sobre as suas costas, para evitar males maiores. Maria da Solinha, foi acusada dunha sarta de inmundicias e falsidades, habituais neste tipo de processos, que no fundo son sempre os mesmos, máquinas de tortura e morte. Acusada de bruxaria, conciliábulos nocturnos, herexia, de manter relacions sexuais com o diabo, por diante e pos trás, e unha larga lista de cousas infâmes e repugnantes, capaces somente de ser escritas por xente demente.
Xudiaron com ela largamente, para que servira de escarmento. Maria da Solinha, cargou sobre as suas carnes ensanguentadas, com toda a ignóminia e com o peso amargo da lei. Heis aquí a memoria desta mulher heroica, tan escondida, tan desterrada da nossa memoria, que nem mesmo xente com certas luces tem nocion do sucedido.

Léria Cultural

Prisciliano

PRISCILIANO

(BAIXO A OPTICA HOMICIDA DOS SEUS DELACTORES)

(Tendo indagado com solicitude e descoberto por confesion de muitos maniqueos que foron presos as suas obscenidades e torpezas, fixemos chegar a pública noticia para que em ningum caso parecera dudoso, o que no nosso tribunal, diante de muitos sacerdotes e varons ilustres, de grande parte do senado e do povo, foi descoberto por boca dos mesmos que tinhan perpetrado toda maldade… As actas do proceso o demostran.)
Algo mais que faladurias vulgares houvo, pois, sobre a depravacion dos Maniqueos e Priscilianistas.
O segredo das suas reunions, a máxima de iura, periura, secretum proderi noli, a importancia que na seita tinhan as mulheres, mil circunstancias, em fim, debian facer suspeitar do que San Leon chama execraveis mistérios e incestissima consuetudo dos discípulos de Prisciliano, semelhante nisto ós de Carpócrates, ós Cainitas e a todos os vástagos dexenerados do tronco gnóstico.
Dos seus ritos pouco ou nada sabemos. Xexuavan fora de tempo e razon, sobre tudo nos dias de xúbilo para o povo Cristian. Xuraban polo nome de Prisciliano. Facian simulada e sacrilexicamente as comunhons, reservando a hostia para supesticions que ignoramos. No ponto da xerarquia eclesiástica, levaron até ó extremo o principio de igualdade revolucionária. Nim legos nem mulheres estaban excluidos do ministerio do altar, segundo Prisciliano. A consagracion faciase nom com vinho, senon com uvas e até com leite, supesticion que duraba em 675, data do terceiro concílio Bracarense, quem no seu canon primeiro o condena.
Non ha que encarecer a importancia da astroloxia, da maxía e dos procedimentos teúrxicos neste sistema. Todos os testemunhos estan conformes em atribuir  a Prisciliano grande pericia nas artes goéticas, mas non determinan quais. No único fragmento seu que conhecemos, denota o muito que estimaba a observacion astrolóxica, que para el debia de substituir q qualquer outra ciencia, posto que daba a clave de todo fenómeno antropolóxico.
Tal é a lixeira notícia que podemos dar das opinions prescilianistas reunindo e cotexando os dados que a elas se referen, senon bastan a satisfacer a curiosidade, dan ó menos comprida idea do caracter e fundamentos de tal especulacion heréctica. Restanos apreciar a seu inflúxo em posteriores extravios do pensamento ibérico. Mas antes conviria averiguar porque arraigou tan fundamente em terra Galega e se sostivo, mais ou menos paladina e descobertamente, por perto de tres séculos o priscilianismo.
Unha opinion recente, defendida por D. Manuel Murguia, na sua Historia de Galicia, parece dar algunha solúcion a este progulema. O Panteísmo Céltico non estaba borrado das rexions occidentais da Península ainda despois da conversion dos Galaicos. Por isso a Gnosis Egipcia, sistema panteista tamen, topou ánimos dispostos a recebela. Mas ha unha dificuldade; o panteísmo  dos Celtas era materialista, inspirado por um vivo e enérxico sentimento da natureza; em quanto ó espírito humano, non sabemos nem é creibel que o identificasem com deus. O contrário, o panteísmo que ensinou Prisciliano é idealista, desprecia ou ódia a matéria, que supon criada ou gobernada polos espíritos infernais.
Mas semelhanzas ha noutras circunstancias. Os Celtas admitian a transmigracion, e de igual maneira os priscilianistas. Unhs e outros cultivaban a necromancia ou  evocacion das almas dos mortos. As supesticions astrolóxicas, mais desarrolhada no priscilianismo que em ningunha das seitas irmans, seria favorecida polos restos do culto sidérico, fondamente encarnado nos rituais Célticos. O sacerdócio da mulher non parecia novidade aos que habian venerado as druidesas. ¿e os rituais nocturnos, celebrados in latebris, em bosques e em montanhas, a que parece aludir o concílio de Zaragoza, e que eran ignorados polos demais Gnósticos? claro parece a sua orixem se a interpretacion do canon non é errada.
Deixadas aparte estas coincidencias, sempre parece singular que num fim de mundo latino nascese e se desarrolhase tanto unha das formas da teosofia greco-oriental. Sabido é  que os occidentais repudiaron como por instinto todas as herexias de carácter especulativo e abstracto, abrindo tan só  a porta a subtilezas dialécticas como as de Arrio; e non é menos certo que,  se algunha concepcion heréctica enxemdraron, foi de tudo práctica e enderezada a resolver os temas da grácia e do libre albedrío; a de Pelaxio por exemplo.
O Naturalismo, quando se funda nunha concepcion âmplia e poderosa da natureza como entidade, tem certa grandeza, ainda que falsa, e non carece de rigor científico, que pode deslumbrar a entendimentos apartados da verdadeira luz.
Que valor tem o Priscilianismo ós olhos da ciencia? Escasso ou ningum, porque carece de orixinalidade. E o resíduo, o substractum dos delírios Gnósticos. Se por alguma qualidade se diferença, é polo rigor lóxico que lhe leva a aceitar todas as consequencias, até as mais absurdas; o fatalismo, vervigrácia, ensinado com a crueza maior com que pode ensinalo seita alguma; o pessimismo mais acre e desconsolador que o de qualquer discípulo de Schopenhauer.
Que significa ós olhos  da história? A última transformacion da Gnósis e do Maniqueismo decadentes em dogmas e em moral. Baixo este aspecto, o Priscilianismo é importante,  como única herexia Gnóstica que dominou um tanto nas rexions do Occidente. E ainda poidera dicerse que os miasmas que ela deixou na atmósfera contribuiron a enxendrar nos séculos doze e trece á peste dos Cátaros e Albigenses. O qual a ninguem parecerá incrível ( sem que por isso o afirmemos), posto que Prisciliano tivo discípulos em Itália e na Gália Aquitánia, e só deus sabe por que ínvisibel trama se perpectuaron e uniron nas névoas da Idade Média os restos boms e maus da civilizacion antiga. Non bastaban os Maniqueos vindos da Trácia e da Bulgária para producir aquel fogo que ameaçou devorar o Meio Dia da Europa.

D. Marcelino Menendez Pelayo