O Sertao

O SERTAO

Nos meus tempos xuvenis, vi um filme brasileiro, que me fixo pensar largamente, tratabase dum labrador que viera escapando duma das secas periódicas, que costuman calcinar as terras do nordeste brasileiro.
Abandonara a terra para perderse na barafunda das cidades, ali onde o diabo anda á solta na rua, no rodopio infernal das máquinas
Todos os dias ó vir do trabalho, caminho da sua casa, se paraba diante da montra dunha carniceria, sonhando insimismado com aquela posta de carne,dunha beleza insúperabel, que mexia com toda a sua fibra.
Certo dia de retorno a casa, inesperadamente, reventou unha explendida revolta na rua, e como por milagre  o cristal que vedaba aquelas fermosas viandas, estalou em mil pedaços, mesmo diante das garras do nosso amigo, que as cravou inmediatamente no naco, liscando como um foguete. ¡¡PORCA MISERIA!!
Mas o que me calou mais fundo, foi que este home faminto, non reservou a preciada presa só para sí, senon que fixo unha festa e convidou todos os vecinhos mais proximos, non pensou nel somente, senon que quixo compartir a sua alegria com todos os seus semelhantes.

Eira Comunal

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